domingo, 1 de junho de 2008

ARRISCANDO VERSOS II


Sei que a poesia não é (nem nunca foi) meu forte, mas se não arriscar...

LANCE DE SÁBADO

Nas noites de sábado

Em que não podemos nos encontrar

Saio doido pela rua

À procura tua em bálsamo no luar


Lunático é o que pareço

Quando desarrumo a rotina

Rumo a cada esquina

Apático de desespero

Travesso na escuridão

Sonso de paixão.


Meu desejo quer teu corpo;

Quer beber da sua saliva;

Quer gozar um sonho louco;

Refletir em brilho na tua retina;

Reter-te nos meu braços;

Em abraços de tesão


Mas por hora só espero.

Embriago-me em lágrimas

e me entrego à alucinação.

E, em versos, deixo sátiras

A quem não suporta solidão.


1 pitacos:

LORRUAMA disse...

só o amor( ou o desejo, que seja) tem o poder de nos deixar assim tão lúcidos, e loucos,ao mesmo tempo, tão arrantes e eternamente certos....
uma calma apressada, totalmente desesperada!!
( profundo néhh!!)

P.S
estou adorando suas poesias.