domingo, 22 de junho de 2008

O CASO RUBIÃO


Tragicômico. É como poderia ser definido este romance de Machado de Assis. Quincas Borba é o segundo romance de uma fase madura do autor. Nele, as características de um narrador provocador, sinuoso e rico em suas caracterizações psicológicas se consagram como marcas pontuais de sua obra. Mais uma vez o desencanto diante da personalidade humana vem à tona. De um lado, as peripécias do destino desenham a comicidade de acontecimentos na vida de Rubião, que, despreparado para fortuna, vai viver na Corte, onde conhece o casal Cristiano Palha e Sofia, orientando seu ingresso no círculo social da capital do Império: as amizades compradas, os comensais interesseiros, as aventuras amorosas. Por outro lado, o trágico da vida de Rubião, vencido pela fatalidade, está na medida da extensão da fragilidade humana. Apaixonado por Sofia, que ora o atrai e ora o repele, seduzido pelo poder oferecido pelo jornalista Camacho, que acaba inventando para o matuto um improvável projeto político, e corroído pelo tédio, parte do cotidiano dos proprietários do século 19, Rubião termina por perder a fortuna, o amor e a razão.



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